As ideias aqui dissertadas possuem fundamentos
sociológicos a fim de trabalhar o assunto Classes Sociais com maior
embasamento.
Ao ser relatado o assunto ‘luta entre classes sociais’ é impossível não
argumentar sobre a organização da classe trabalhadora e principalmente sobre
fundamentos marxistas. O fim do socialismo decretou a possibilidade da
supremacia capitalista; o neoliberalismo reorientou as políticas de Estado,
principalmente em relação ao mundo do trabalho.
Buscando uma reflexão sobre as transformações da classe trabalhadora
pode-se entender os novos caminhos que alcançam a luta anticapitalista. O
acúmulo de capital vem tendo a colaboração de tecnologias avançadas, no entanto
apresentando formas arcaicas de exploração, o que não permite negar que a
interação entre produção a circulação vem crescendo causando impactos no mundo
do trabalho. A estrutura capitalista permanece marcada pelo antagonismo de
interesses entre os formadores da força de produção e aqueles que as possuem, é
interessante então dissertar a respeito da possibilidade que esse conflito permite
a troca de condição, ou seja, a possibilidade da classe trabalhadora de tornar
a classe para si, uma vez que está permanentemente em confronto com o capital e
tem a chance histórica de atuar em uma nova configuração societária, onde
exista a consciência dos interesses comuns entre eles.
A afirmação bem como a formação das classes faz parte do movimento
histórico e social que é determinado economicamente. Ou seja, baseando-se em
Marx, pode-se afirmar que a história é resultado da luta de classes, pensando
no mundo hoje então, faz-se necessário uma nova visão sobre a organização da
produção do capital lembrando que este é condicionado por relações sociais que
o desemprego fortemente presente desempenha ainda o papel de manutenção,
apresentando –os trabalhadores- movimentos sindicais comprometidos por
transformar o “modelo” de organização antes determinada.
O conceito de classe
marxista volta e meia aparece nas discussões sobre o tema. A sua definição de
classe social se baseia na sociedade dividida em dois grandes grupos: o que é
dono dos meios de produção e a classe operária que apenas é dono da sua mão de
obra. Os dois grupos vivem em conflito contínuo porque a classe proprietária
quer lucrar o máximo possível em cima da classe operária.
O problema desta definição
do conceito de classe é que é difícil aplicar na sociedade de hoje. Enfoca
principalmente os fatores econômicos da sociedade e perde assim outras
dimensões que também existem na sociedade de classe. Além disto, há grupos
profissionais na sociedade atual que não se encaixam em nenhuma dessas
categorias.
Atualmente houve um recuo no
emprego dos conceitos de classes sociais e luta de classes por cientistas
sociais em geral e historiadores em particular. Na verdade esse recuo nada mais
é do que tentativas de resposta analítica a uma série de transformações pelas
quais vem passando a economia capitalista. Mudança na composição da classe
trabalhadora, onde em alguns casos houve um crescimento considerável das
exigências de qualificação do trabalhador, e em outros, um retorno às formas de
exploração da mão de obra. Fatores como a maior presença da força de trabalho
empregada nos serviços e a participação igualitária das mulheres no mercado de
trabalho, podem ser entendidos como elementos que indicam não o fim, mas uma
mudança no perfil da classe, uma nova etapa da sua formação (ou re-formação).
A
crise ocasionada no conceito de classe social se deve em grande parte ao que o
capitalismo produz. Dessa forma, existe a necessidade da reconstrução do
conceito do termo de classe, a fim de contemplar as mudanças bem como suas consequências
dentro da sociedade. Alguns assuntos são gerados em torno do conflito de
classes socias, entre eles, a desigualdade, sobre esse vale dizer que o acesso
e a produção aos bens de culturais, sejam de consumo, ideias, entre outros,
atuam como diferenciação ou mesmo meios de classificação. Esses meios agem como
formas de exclusão que muitas vezes não tem relação com renda, nesse momento
então, entra em pauta a discussão a respeito da inclusão e garantia de acesso
de bens culturais.
Para
Taylor, a construção da identidade está ligada aos processos de formação do eu
bem como aos processos coletivos que desempenham papel fundamental na formação
da identidade coletiva. Taylor enxerga o reconhecimento subjetivo e coletivo
como o remédio para e exclusão social, e que é de fundamental importância a
reflexão individual do sujeito, conduzindo o mesmo a uma autenticidade dentro
de um grupo social através de suas próprias escolhas. Já para Bourdieu, classes
sociais seriam conceituadas como uma forma de agrupamento social visto como
fruto dos processos onde os indivíduos estariam em uma luta simbólica pelo
reconhecimento e pela mudança social.
Embora
algumas ideias de Bourdieu sejam semelhantes com a de Taylor, principalmente,
no que diz respeito a necessidade de reconhecimento e não reconhecimento das
classes sócias, elas passam a se divergirem a partir do momento onde Bourdieu
trás em consideração para a essa reflexão os valores morais,culturais e sócias
do sujeito quanto pessoa e quanto integrante de um grupo social, e o quanto
esses valores influenciam o sujeito dentro das classes sociais ou grupos
identitario.É necessário então reavaliar os pré-supostos da gênese social em toda sua extenção até os dias de hoje com as suas transformações influenciadas pelo capitalismo que de certa maneira tem trazido uma desigualdade e exclusão das classes menos favorecida.
