terça-feira, 20 de novembro de 2012


As ideias aqui dissertadas possuem fundamentos sociológicos a fim de trabalhar o assunto Classes Sociais com maior embasamento.

 

Ao ser relatado o assunto ‘luta entre classes sociais’ é impossível não argumentar sobre a organização da classe trabalhadora e principalmente sobre fundamentos marxistas. O fim do socialismo decretou a possibilidade da supremacia capitalista; o neoliberalismo reorientou as políticas de Estado, principalmente em relação ao mundo do trabalho.

Buscando uma reflexão sobre as transformações da classe trabalhadora pode-se entender os novos caminhos que alcançam a luta anticapitalista. O acúmulo de capital vem tendo a colaboração de tecnologias avançadas, no entanto apresentando formas arcaicas de exploração, o que não permite negar que a interação entre produção a circulação vem crescendo causando impactos no mundo do trabalho. A estrutura capitalista permanece marcada pelo antagonismo de interesses entre os formadores da força de produção e aqueles que as possuem, é interessante então dissertar a respeito da possibilidade que esse conflito permite a troca de condição, ou seja, a possibilidade da classe trabalhadora de tornar a classe para si, uma vez que está permanentemente em confronto com o capital e tem a chance histórica de atuar em uma nova configuração societária, onde exista a consciência dos interesses comuns entre eles.

A afirmação bem como a formação das classes faz parte do movimento histórico e social que é determinado economicamente. Ou seja, baseando-se em Marx, pode-se afirmar que a história é resultado da luta de classes, pensando no mundo hoje então, faz-se necessário uma nova visão sobre a organização da produção do capital lembrando que este é condicionado por relações sociais que o desemprego fortemente presente desempenha ainda o papel de manutenção, apresentando –os trabalhadores- movimentos sindicais comprometidos por transformar o “modelo” de organização antes determinada.

O conceito de classe marxista volta e meia aparece nas discussões sobre o tema. A sua definição de classe social se baseia na sociedade dividida em dois grandes grupos: o que é dono dos meios de produção e a classe operária que apenas é dono da sua mão de obra. Os dois grupos vivem em conflito contínuo porque a classe proprietária quer lucrar o máximo possível em cima da classe operária.

O problema desta definição do conceito de classe é que é difícil aplicar na sociedade de hoje. Enfoca principalmente os fatores econômicos da sociedade e perde assim outras dimensões que também existem na sociedade de classe. Além disto, há grupos profissionais na sociedade atual que não se encaixam em nenhuma dessas categorias.

Atualmente houve um recuo no emprego dos conceitos de classes sociais e luta de classes por cientistas sociais em geral e historiadores em particular. Na verdade esse recuo nada mais é do que tentativas de resposta analítica a uma série de transformações pelas quais vem passando a economia capitalista. Mudança na composição da classe trabalhadora, onde em alguns casos houve um crescimento considerável das exigências de qualificação do trabalhador, e em outros, um retorno às formas de exploração da mão de obra. Fatores como a maior presença da força de trabalho empregada nos serviços e a participação igualitária das mulheres no mercado de trabalho, podem ser entendidos como elementos que indicam não o fim, mas uma mudança no perfil da classe, uma nova etapa da sua formação (ou re-formação).

A crise ocasionada no conceito de classe social se deve em grande parte ao que o capitalismo produz. Dessa forma, existe a necessidade da reconstrução do conceito do termo de classe, a fim de contemplar as mudanças bem como suas consequências dentro da sociedade. Alguns assuntos são gerados em torno do conflito de classes socias, entre eles, a desigualdade, sobre esse vale dizer que o acesso e a produção aos bens de culturais, sejam de consumo, ideias, entre outros, atuam como diferenciação ou mesmo meios de classificação. Esses meios agem como formas de exclusão que muitas vezes não tem relação com renda, nesse momento então, entra em pauta a discussão a respeito da inclusão e garantia de acesso de bens culturais.

Para Taylor, a construção da identidade está ligada aos processos de formação do eu bem como aos processos coletivos que desempenham papel fundamental na formação da identidade coletiva. Taylor enxerga o reconhecimento subjetivo e coletivo como o remédio para e exclusão social, e que é de fundamental importância a reflexão individual do sujeito, conduzindo o mesmo a uma autenticidade dentro de um grupo social através de suas próprias escolhas. Já para Bourdieu, classes sociais seriam conceituadas como uma forma de agrupamento social visto como fruto dos processos onde os indivíduos estariam em uma luta simbólica pelo reconhecimento e pela mudança social.

Embora algumas ideias de Bourdieu sejam semelhantes com a de Taylor, principalmente, no que diz respeito a necessidade de reconhecimento e não reconhecimento das classes sócias, elas passam a se divergirem a partir do momento onde Bourdieu trás em consideração para a essa reflexão os valores morais,culturais e sócias do sujeito quanto pessoa e quanto integrante de um grupo social, e o quanto esses valores influenciam o sujeito dentro das classes sociais ou grupos identitario.É necessário então reavaliar os pré-supostos da gênese social em toda sua extenção até os dias de hoje com as suas transformações influenciadas pelo capitalismo que de certa maneira tem trazido uma desigualdade e exclusão das classes menos favorecida.

O que determina a classe social?